sábado, 28 de maio de 2011

E agora? Casar ou comprar uma bicicleta?

Olá Queridos!!!

Faz tempo que não passo por aqui, né? Pois então, cá estou! rsrsrs

Hoje acordei com vontade de escrever, tenho tido sonhos engraçados e controversos aos sentimentos existentes atualmente dentro de mim, aí pensei: "Pq não escrever sobre isso no blog?"

Todo mundo em algum momento da vida, já deve ter pensado em como seria e o que queria em sua vida. E quando no prazo estipulado inconscientemente ou até mesmo conscientemente viu que metade do que pensou não aconteceu, colocou-se em xeque e aos seus sentimentos! Pelo menos comigo tem sido assim!

Venho de uma geração que os pais casavam-se cedo, tinham filhos mais cedo ainda, e com a nossa idade os filhos já eram praticamente "aborrescentes", deixando-os loucos, não é mesmo? E parece que a vida deles era algo meio óbvio de como seria.

Uma mulher com 22/23 anos no máximo solteira, era motivo o suficiente para ser chamada de solteirona, encalhada.... hoje as que casam com essa idade, muitos consideram loucas desvairadas! rsrsrs É uma coisa meio louca mesmo, por que se impõe a meu ver, a 'felicidade' na idade na qual está se casando ou juntando os trapos (mais atual hoje em dia). E quem nos disse ou onde está escrito que só seremos felizes se estivermos ou não casados/juntados? E melhor, que isso está linkado a uma idade?

São paradigmas que estão meio que enraizados dentro de cada um, de uma maneira que sua criação foi feita. Por que falo isso? Por me tirar como exemplo!

Aos 30, já me imaginava casada, com pelo menos 1 filho, bem estruturada na carreira, com um marido maravilhoso, vivendo numa casa com varandinha e sendo muito feliz! Bobo, né? Sim, para muitos!!! Para mim não, foi meu sonho por muito tempo, hoje a unica coisa presente em minha vida realizada é a carreira estruturada! E não me considero infeliz, engraçado... escrever isso consigo enxergar as coisas também diferentes dentro de mim.

Se eu tenho sonho de casar? Hmm é algo que sempre é motivo de 'discussão' aqui em casa, pois eu não me vejo entrando numa igreja, indo a um cartório seguindo toda receitinha de bolo que se colocam para um casamento. Eu me vejo sim, reunindo as pessoas que me estimam de verdade, para compartilhar de um dia especial que irei oficializar que estarei me "juntando" com alguém que realmente entenda o que é relacionar-se, o que é compartilhar, o que é companheirismo e que saiba que existirão dificuldades, mas também se acima de tudo houver cumplicidade e a vontade de sermos felizes, seremos felizes!!!

Quando isso vai acontecer? Não sei, antes eu tinha pressa, hoje não mais. Pois assim, para ter ao meu lado qualquer um é só eu aceitar os inúmeros xavecos que recebo diariamente, os pedidos 'surrealistas' de "Vamos namorar sério, sei como te fazer feliz". Eu já estaria, quase com toda certeza com alguém que eu não amaria, só para dizer que não estou sozinha. Mas o preço da minha felicidade é muito maior, que um tabu de estar com 32 anos e estar solteira. E ter tido até hoje 2 relacionamentos realmente sérios e uns 3 namoricos.

Não sou de sair com qualquer pessoa, de sair para um barzinho e ficar com alguém, enfim... sou 'certinha'! E tenho visto que tem sido uma faca de 2 gumes.

Aí alguns devem estar se perguntando, como assim "faca de dois gumes, Mel?" Simples, por que ao mesmo tempo que esta sou eu, e atrai um monte de xavecos, elogios e aqueles discursinhos básicos e já manjados... "você é para se levar a sério", também faz com que as opções fiquem ainda mais restritas, pois atualmente o que mais se tem à disposição são pessoas que querem algo casual, sem compromisso, sem rótulos, e as 'certinhas' não se encaixam.

Aí penso comigo, será que está errado em ser como sou? Não acho, só poderia levar a vida menos a sério e tentar me divertir mais, mas sou sentimental, e para não me magoar, me afasto, sou arisca. (ouvi nos ultimos tempos isso muito mais que pensei e gostaria de ouvir).

A pergunta que mais tenho ouvido nos últimos tempos é "Mel, você anda alegre, tá apaixonada né?" E a resposta é simples. Não, não estou. Minha felicidade não se baseia e nunca se baseou em estar apaixonada por alguém, e sim por mim mesma, pela minha vida. E é isso que tem acontecido, ando feliz comigo mesma e com algumas mudanças que tenho conseguido em meus dias.

O que ainda não me decidi, foi se me deixo levar pela atualidade e a "tal modernidade" dos relacionamentos, ou me mantenho com meu jeito "old school"... ainda não cheguei a uma conclusão. A única coisa que está decidida comigo é que quero ter alguém ao meu lado que realmente valha a pena, seja por uma noite ou para a vida 'toda'. E os filhos que desejo ter. Isso não mudou e não mudará.

E como termino esse texto? Como ele começou... sem respostas conclusivas.... se 'caso' ou compro uma bicicleta!

É isso queridos, prometo tentar voltar escrever com mais frequencia!

Uma super beijoka
Mel

5 comentários:

Nana disse...

Já fui old school, já fui casada e já fui "moderninha". A pior coisa foi ter sido "moderninha". Não me fez bem. Relações casuais são superficiais e vazias. Porém, tive 2 "amizades coloridas", uma delas durou mais de um ano. Nesse caso, não era nada superficial. Mas o ruim disso tudo, é que você deixa de ser vista como alguém para se levar a sério, nunca passa de um passatempo. Por mais que se façam discursos liberais, na prática as coisas são bem diferentes.
Resolvi voltar a ser old school. Para mim, não valeu a pena essa "modernidade".
Gostei muito do teu texto. Faça o que fizer, não vá contra os teus bons princípios. Não vale a pena.

Mel disse...

Que bom que gostou Nana!!!

Eu tento mesmo seguir com meus princípios e valores... a sensação que eu tenho hoje, é que está complicado encontrar quem realmente quer levar algo a sério, ou esses se acham tão 'fora da moda' que tem se calado e passado despercebidos pela multidão que optou pela casualidade em seus dias!

Obrigada mais uma vez por compartilhar sua opinião aqui conosco!!

Nana disse...

Sim, também tenho essa impressão, Mel.
Foi por isso que acabei chutando o balde. Mas não valeu a pena...

Thiago R. S. Rosa disse...

Eu vou casar. Mas não creio que isso seja mais importante para minha felicidade. Vejo isso como passo natural na relação que estou vivendo, apenas isso. E nunca fiz isso como um propósito. Claro, que a visão masculina sobre o Matrimônio é outra e muitas vezes mais racional. Tanto é que normalmente nós homens não discutimos o tipo da relação, mas a pessoa que estamos relacionando. Claro que na minha pequena e limitada visão de mundo a minha volta.
Mesmo assim, gostei do seu texto. Beijos.

Nanda disse...

Mel, o mais importante de tudo é que você seja você mesma, sem querer agradar moderninhos.

Aquela história de ser vc mesma, agradar a si mesma, é a melhor coisa que você faz, e como consequencia você vai atrair quem te faz bem!

beijos