segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A Caixa - Parte 2

Leia a  Parte 1
Eu estava ansioso para encontrar todos os itens do presente dela, faltava apenas 1 mês e não havia encontrado o bendito Blu-Ray que tanto ela queria. Mas uma coisa era certa, eu iria encontrá-lo. Queria fazer essa surpresa.

Há muito custo, encontrei num site dos EUA e não pensei duas vezes, comprei e ainda paguei pela taxa de entrega em 20 dias úteis, chegaria em cima da data, mas era a única forma de adquiri-lo.

Havíamos conversado várias vezes sobre filmes (era um dos seus passatempos favoritos), e esse em específico ela buscava para sua “coleção”. Sabia que ela não esperava eu ter guardado esse querer dela, e ia se surpreender... mas faltava uma coisa, queria algo além do Blu-Ray, tinha que ser algo q ela pudesse ter consigo por onde fosse, e ao olhar lembrar de quanto eu a queria bem.

Bem, como homem que sou detestando shopping, percorri todos os que pude atrás do algo mais até que passando por uma loja de lingerie, vi um conjunto que fechando os olhos via Cátia vestida perfeitamente com o mesmo. Não tive dúvidas, comprei!

Passando numa papelaria, pedi ajuda a vendedora para que me ajudasse a escolher uma caixa, onde pudesse colocar os presentes. Ela gostava de preto, dizia ser uma cor atraente, e que fascinava-a, e foi nesta mesma que parei, era retangular, não muito alta, e possuía detalhes mínimos em prata que fazia da CAIXA, delicada e com um toque de requinte que Cátia possuía no seu andar, olhar, gestos... que Mulher!

(...)

Num outro canto da cidade, Cátia não sabia mais como chegar ao noivo e dizer que não dava mais que tudo aquilo que um dia ela sentiu por ele, não existia mais. Que tantas discussões, tantas bobeiras no decorrer de 6 anos tinham feito minar todo amor que ela um dia sentiu por Ulisses.

Ela pensava como podia aquele homem decidido, alegre, alto astral que a fazia rir apenas com seu jeito simples, se transformar naquele punhado de gordura mental e corporal (não que isso fosse defeito pra uma pessoa, mas no caso específico dele era)... que não gostava mais de sair como antes, que não pensava em progredir, que só queria pensar em casar, ter uma vida tranqüila, ter filhos e viver feliz pra sempre. Como viver feliz pra sempre, ao lado de alguém que nem amar a si mesmo se amava? Era impossível! – Pensava Cátia.

(...)

Tinha acordado angustiada, eu sabia que não podia postergar mais aquela situação, era meu aniversário e em vez de estar feliz estava ali sentada, pensando em como terminar um relacionamento que de nada estava agregando em minha vida.

Havia combinado de irmos jantar fora, mas nem isso eu queria. Chamaria ele pra vir em casa, e conversaríamos, eu precisava fazer isso. Decidido, de hoje não passaria!

... continua.

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